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Sessão Solene em homenagem aos 25 anos da fundação João Paulo II

  1. 18 jun
  2. 2007

18 DE JUNHO DE 2007
013ª SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AOS “25 ANOS DA FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II, MANTENEDORA DO SISTEMA CANÇÃO NOVA DE COMUNICAÇÃO”

Presidência: PAULO ALEXANDRE BARBOSA

Secretário: FERNANDO CAPEZ

DIVISÃO TÉCNICA DE TAQUIGRAFIA
Data: 18/06/2007 – Sessão 13ª S. SOLENE Publ. DOE:
Presidente: PAULO ALEXANDRE BARBOSA

HOMENAGEM AOS “25 ANOS DA FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II,  MANTENEDORA DO SISTEMA CANÇÃO NOVA DE COMUNICAÇÃO”

001 – PAULO ALEXANDRE BARBOSA

Assume a Presidência e abre a sessão. Informa que esta sessão solene foi convocada pela Presidência efetiva, a pedido do Deputado ora na condução dos trabalhos, com a finalidade de comemorar os “25 Anos da Fundação João Paulo II, Mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação”. Anuncia as autoridades presentes. Convida a todos para, de pé, ouvirem a execução do Hino Nacional.

002 – ALOÍSIO VIEIRA

Deputado Estadual pelo PDT, informa que a Comunidade Canção Nova é orgulho para Cachoeira Paulista, acrescenta que a fundação tem a sua parte benemérita na área da educação, além de dar assistência gratuita à população mais carente, em parceria com a Santa Casa e com a prefeitura.

 

003 – FERNANDO CAPEZ

Deputado Estadual pelo PSDB, fundamenta a justeza desta homenagem ao Padre Jonas Abib, à comunidade Canção Nova e à Fundação João Paulo II.

 

004 – REINALDO ALGUZ

Deputado Estadual pelo PV, saúda a iniciativa desta homenagem e as autoridades presentes.

 

005 – MÁRCIO FRANÇA

Deputado Federal, elogia o trabalho de evangelização da Fundação João Paulo II e do Sistema Canção Nova de Comunicação.

 

006 – RICARDO TRIPOLI

Deputado Federal, fala da importância do trabalho do Padre Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova.

 

007 – Presidente PAULO ALEXANDRE BARBOSA

Anuncia a entrada no Plenário da imagem de Nossa Senhora da Aparecida. Conduz a entrega de homenagens. Discorre sobre o trabalho do Padre Jonas Abib e afirma que a Canção Nova constitui um exemplo de sucesso nos meios de comunicação brasileiros.

 

008 – PADRE JONAS ABIB

Discorre sobre a origem do trabalho evangelizador concretizado com Fundação João Paulo II e a rádio Canção Nova.

 

009 – Presidente PAULO ALEXANDRE BARBOSA

Anuncia a apresentação de números musicais. Agradece a todos que colaboraram para o êxito da solenidade. Encerra a sessão.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Havendo número legal, declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Convido o Sr. Deputado Fernando Capez para, como 2º Secretário “ad hoc”, proceder à leitura da Ata da sessão anterior.

 

O SR. 2º SECRETÁRIO – FERNANDO CAPEZ – PSDB – Procede à leitura da Ata da sessão anterior, que é considerada aprovada.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB – Gostaria inicialmente de saudar os componentes da Mesa, o ilustre e querido Padre Jonas Abib, a quem peço uma salva de palmas. (Palmas.) Gostaria também de saudar a nossa querida Luzia Santiago. (Palmas.) Quero cumprimentar também os nossos colegas Ricardo Tripoli, Deputado Marcio França.

Srs. Deputados, minhas senhoras e meus senhores, esta Sessão Solene foi convocada pelo Presidente desta Casa, Deputado Vaz de Lima, atendendo solicitação deste Deputado, com a finalidade de comemorar os “25 Anos da Fundação João Paulo II”, Mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação.

Esta Presidência convida a todos os presentes para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pela Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do subtenente Neri.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro pela Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Esta residência agradece à Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do subtenente Neri.

Quero agradecer as seguintes presenças: Prefeita do município de Piracaia, Terezinha; Prefeito de Canas, Walderez Gomes de Lucena Filho; Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Gilberto Rampon; Padre Antonio Luz, de Cubatão; do Padre Luiz Carlos Passos, de Santos; Padre Antônio Maria; Padre André Cunha de Figueiredo Torres; Padre Juarez de Castro, Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo; Padre Michel Sakr, Secretário do Bispado Maronita; Padre Rosalvino, responsável pela obra social Dom Bosco – Itaquera; Deputados Estaduais Pedro Tobias, Barros Munhoz, Fernando Capez, Aloísio Vieira e Reinaldo Alguz; Vereadores à Câmara Municipal de São Paulo, Adolfo Quintas e Juscelino; Vereador Paulo Gomes Barbosa, da Câmara Municipal de Santos; Prefeito do município de Cachoeira Paulista, Sr. Fabiano A. Chalita Vieira, município sede do Sistema Canção Nova de Comunicação; Dr. Paulo Rios, representando o Delegado Geral de Polícia, Dr. Mário Jordão; vice-Prefeito do município de Cubatão, Raimundo Valter Pinheiro Lima; Wynner Kenkok Ng, representando o Deputado Federal William Woo; Pedrinho Botaro, representando o Deputado Estadual Orlando Morando.

Como determina o Regimento desta Casa, neste instante abriremos a palavra para a manifestação dos Deputado estaduais com o objetivo de homenagear a Fundação João Paulo II. Tem a palavra o Deputado Aloísio Vieira.

 

O SR. ALOÍSIO VIEIRA – PDT – - Exmo. Sr. Presidente em exercício, Deputado Paulo Alexandre Barbosa, em nome de quem queremos cumprimentar todos os Deputados aqui presentes, cumprimentar também o público, cumprimentar em especial o Padre Jonas Abib, em nome de quem cumprimentamos todos os religiosos aqui presentes. Eu e meu filho Fabiano – fui Vereador e Prefeito de Cachoeira Paulista, Fabiano Prefeito de Cachoeira Paulista – não poderíamos jamais faltar a esta grande festa que comemora um quarto de século da Canção Nova.

Canção Nova é um orgulho para Cachoeira Paulista, pois está no mundo todo, está no Brasil todo, mas sua sede é em Cachoeira Paulista. Está no Brasil todo, no mundo todo. Sua sede é em Cachoeira Paulista. É de lá que sai praticamente todo trabalho de evangelização. Aliás, não é só evangelização. A Canção Nova é importante para a nossa cidade porque emprega cerca de mil pessoas no município. É um grande órgão empregador. A Fundação tem a sua parte benemérita na área da Educação, desenvolvendo o ensino gratuito, o ensino fundamental no município, além de Teologia. Na parte de Saúde ela também dá assistência gratuita à população mais carente do município, em parceria com a Santa Casa e com a Prefeitura. Portanto, para nós, cachoeirenses, a Canção Nova é um orgulho, aliás, hoje ela é uma potência.

Pela Canção Nova vemos muitas mensagens positivas. É uma pregação muito importante, principalmente para aquelas pessoas que às vezes não estão acreditando mais em Deus, aquelas pessoas que estão desiludidas, aquelas pessoas sem esperança. Portanto, ela é muito importante. O Padre Jonas é um grande líder religioso, um grande pregador, não só no Brasil, como no mundo todo.

Deputado Paulo Alexandre, parabéns pela iniciativa, realmente foi das mais felizes. Vossa Excelência está de parabéns. Deixo um grande abraço aos Deputados que estão prestigiando hoje este evento. Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB – Tem a palavra o nobre Deputado Fernando Capez.

 

O SR. FERNANDO CAPEZ – PSDB – Exmo. Sr. Deputado Paulo Alexandre Barbosa, hoje na Presidência dos trabalhos, cumprimento-o pela iluminada iniciativa em realizar esta sessão solene em comemoração aos 25 anos da Fundação João Paulo II, que administra a comunidade Canção Nova.

Com esta iniciativa, V. Exa. brinda esta Casa Legislativa e toda a comunidade de São Paulo e do Brasil com uma justa homenagem ao Padre Jonas Abib, à comunidade Canção Nova e à Fundação João Paulo II, porque aqueles que estão arrimados nos valores da família, que pregam o amor, o respeito ao próximo, à palavra de Deus, à solidariedade, têm de contar com o apoio de todos os cristãos, de todas as pessoas que amam a Deus e vêem no seu semelhante a imagem e semelhança de Nosso Senhor.

Deputado Paulo Barbosa, que Deus o ilumine, que lhe dê cada vez mais energia, que ilumine os seus passos para que V. Exa., assim como nosso querido e estimado amigo Deputado Federal Ricardo Tripoli, leve adiante os seus projetos, leve adiante a sua palavra e continue prestigiando iniciativas como esta, que é fundamental para termos um mundo de paz, de compreensão e, sobretudo, de amor. Parabéns Deputado Paulo Alexandre Barbosa. Parabéns Fundação João Paulo II. Parabéns Padre Jonas Abib. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB – Tem a palavra o nobre Deputado Reinaldo Alguz.

 

O SR. REINALDO ALGUZ – PV – Exmo. Sr. Presidente, Deputado Paulo Barbosa, cumprimento os Deputados presentes, meu amigo Padre Jonas Abib, na pessoa de quem cumprimento todas as autoridades eclesiásticas presentes, senhores e senhoras, nós que temos oportunidade de acompanhar o trabalho da Fundação João Paulo II, não poderíamos deixar de estar emocionados. São 25 anos. É um jovem. Mas como dão trabalho os filhos, Luzia, Eto, Padre Jonas! Mas é muito maior a graça onde o Espírito Santo derrama o amor, que é capaz de mover todas as dificuldades. Graças à entrega, à ação desse paráclito, desse grande advogado que nos conduz, não vemos dificuldades.

Hoje, pela graça de Deus, podemos estar hoje iluminados pelo nosso Presidente, fazendo parte desta noite festiva, que tem o mérito de levar a fé – que é capaz de mover montanhas – a um povo que jamais teria oportunidade de presenciar as palavras de Deus da maneira como ela vai a tantos lugares do nosso Brasil e do mundo todo. Essa fé é o que o povo mais busca, a esperança de construir um país, a esperança de construir o amor, que é o próprio Espírito Santo de Deus que nos dá essa graça.

Só posso dizer: Padre Jonas, em quantos corações deste País não foi plantada essa fé. Essa fé é pequena. Ela vai crescer muito mais porque o Senhor precisa de mais profetas, de mais profetas destemidos que levem a esperança para todo o nosso povo, que levem a fé que transforma e faz renascer homens e mulheres novos, que transforma a vida para termos cada vez mais vida. Padre Jonas, Luzia, Eto, parabéns pela Fundação João Paulo II. Com certeza ela não chegaria até aqui não fosse a mão de Deus, não tivesse servos para ouvir esse Deus que clama e nos faz chegar aqui hoje para comemorar. Deus abençoe, como o senhor sempre abençoou todo esse povo.

Nós podemos falar: Deus abençoe sempre. Parabéns, Luzia. Parabéns, Eto. Parabéns Canção Nova, de todo o meu coração. Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE - PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB – Tem a palavra o nobre Deputado Federal Márcio França.

 

O SR. MÁRCIO FRANÇA – Boa noite a todos, em especial ao Deputado Paulo Barbosa, neste ato presidindo esta sessão solene; Srs. Deputados Estaduais; meu companheiro Ricardo Tripoli, da Câmara Federal; Padre Jonas; párocos; amigos da Canção Nova; senhores Prefeitos; senhores Vereadores, peço licença para cumprimentá-los na pessoa do Presidente da minha Câmara Municipal, Câmara de São Vicente, Vereador Gilberto – primeira Câmara do Brasil e das Américas – Padre Jonas, eu vi no seu texto a tradução da palavra ‘baruc’, alguém que traz a bênção personificada numa única pessoa. Penso que as pessoas quando vêm para esta vida, tentam por todas as formas encontrar seu destino, marcando outras pessoas e permitindo marcar a sua passagem sobre a Terra com traduções do bem.

Hoje, depois de contemplados 25 anos da idéia original, parece tudo muito grande diante dos números apresentados pela Instituição. Mas fico a pensar que tudo isso partiu do nada ou do muito pouco. Isso é inspirador para nós que fazemos política, porque sempre ficamos um pouco angustiados ao ver as coisas em volta e achar que nada vai ter solução. Mas é preciso ter fé, buscar em cada um de nós a esperança de provocar renovações, situações que permitam que as pessoas deste País possam ter esperança de melhores dias na sua vida.

Penso que a Canção Nova e a Fundação traduzem a todos nós, políticos, a certeza de que, se foi possível o senhor conquistar isso com sua palavra, com a fé e com as pessoas que lhe ajudaram durante esses anos todos, para nós também é possível que as autoridades tenham essa luz, que nos permita destinar a todo nosso povo um pouco dessa esperança, não só religiosa, espiritual, mas também a esperança de novas oportunidades de vida.

O senhor para nós funciona como uma inspiração, e tenho certeza de que o Deputado Paulo Alexandre Barbosa teve a iniciativa de homenageá-lo em nome do povo do Estado de São Paulo que esta Casa representa. Os paulistas estão aqui hoje para homenageá-lo, assim como a instituição e todas as pessoas que, ao longo desses anos, contribuíram para que isso fosse possível. Ao mesmo tempo, renovamos nosso desejo de que Deus possa abençoar sua caminhada para outros tantos 25 anos e assim continuar esse trabalho bonito e fraterno para todo o povo brasileiro. Parabéns!

 

O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Tem a palavra o nobre Deputado Ricardo Tripoli.

 

O SR. RICARDO TRIPOLI – Gostaria de, inicialmente, saudar o Presidente desta Sessão Solene, nobre Deputado Paulo Alexandre Barbosa, estimado amigo, pela forma como tem tratado as questões públicas e pela felicidade de propor neste plenário esta sessão tão importante para todos nós.

Quero cumprimentar o estimado amigo Deputado Estadual Fernando Capez, brilhante Promotor de Justiça, que hoje preside a Comissão de Constituição e Justiça desta Casa – uma das funções mais importantes que temos no Legislativo estadual -, o Líder do Governo, nobre Deputado Barros Munhoz, meu companheiro, Deputado Reinaldo Alguz, pelas palavras, Deputado Aloísio Vieira, que preside a Comissão de Agricultura e já foi Deputado desta Casa, retornando agora mais uma vez, depois da Prefeitura, estimado amigo Deputado Federal Márcio França, ex-Prefeito da primeira cidade brasileira, São Vicente; Prefeita Terezinha, do município de Piracaia, estimado Professor Paulo Gomes Barbosa, hoje Vereador do município de Santos, pela grandiosidade e vocação que sempre demonstrou no seu trabalho; estimado Vereador da Câmara Municipal de São Paulo Juscelino Silva Neto; Prefeito do município de Canas, Walderez Lucene; Presidente da Câmara de São Vicente, Vereador Gilberto Rampon, Padre Antonio Luz, Padre Luiz Carlos Passos, Padre Antonio Maria, do Sistema Canção Nova de Comunicação; Padre André Cunha de Figueiredo Torres, Diretor do Instituto Dom Bosco; Padre Juarez de Castro, Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, Padre Michel Sakr, Secretário do Bispado Maronita.

Deixei para cumprimentar agora meu amigo Deputado Pedro Tobias, porque, como maronita, com certeza se vê representado aqui. Fico muito feliz, porque Pedro Tobias foi um Deputado que sempre chamou a atenção para esta questão e hoje o vejo aqui.

Quero cumprimentar também o Sr. Fabiano Chalita Vieira, Prefeito Municipal de Cachoeira Paulista; Padre Rosalvino da Obra Social Dom Bosco de Itaquera, amigo e companheiro de grandes lutas na cidade de São Paulo, por quem o Governador Mário Covas tinha uma estima especial; Dr. Paulo Rios, representando o Delegado-Geral de Polícia, Dr. Mário Jordão; vice-Prefeito Raimundo Valter Pinheiro Lima, representando o Prefeito do município de Cubatão, Sr. Clermont Silveira Castor, Sr. Wynner Kenko, representando o Deputado Federal William Woo; Sr. Pedrinho Botaro, representando o Deputado Estadual Orlando Morando.

Por último, deixei duas figuras emblemáticas da nossa reunião: Luzia Santiago, que, neste ato, representa o Eto, escudeiros de Pilares desse projeto fantástico, Projeto Canção Nova; meu estimado amigo, querido professor, Padre Jonas Abib.

Fico extremamente feliz por, mais uma vez, estar aqui, principalmente por ser a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Essa é uma iniciativa brilhante do nosso querido Deputado Paulo Alexandre Barbosa. Uma de suas primeiras iniciativas, quando assumiu o mandato como Deputado estadual, foi apresentar essa proposta, aprovada por unanimidade em função do trabalho que desenvolve aqui.

Não área de Educação ele tem um enorme conhecimento, até porque já foi Secretário de Educação do Estado de São Paulo e uma presença enorme na cidade de Santos, cidade em que nasceu. Vossa Excelência cativou as pessoas e é estimado por todos nós. Na Canção Nova, brilha como sempre, e espero que continue trilhando esse caminho da sua profissão hoje, Deputado estadual, retribuindo àqueles que acreditaram em V. Exa., sufragando o voto no dia da eleição.

Como o Padre Jonas nunca me pediu reservas, tomarei a liberdade de contar uma historinha rápida a todos os senhores. Um jovem educador, que começou nos Campos Elíseos, tinha uma certa resistência do clero na época. Eram períodos diferentes. Estou falando de coisa de trinta e cinco anos atrás.

Esse professor jovem, talentoso, entrava na sala de aula com uma pequena vitrola – não havia esse modernismo eletrônico de hoje, não havia I-Pod -, um disco de 33 rotações e pedia que fechássemos as portas internas para não incomodar as salas de aula vizinhas. Um aluno olhava para o outro e dizia: “Quem é esse sujeito? Ele está vestido de padre”. “Ele está vestido de padre, mas está com uma vitrola”. Naquela época, não era muito compatível padre com vitrola. Padre com piano havia, como o Padre João que dava aula de piano. Mas não havia padre que tocasse vitrola na sala de aula. Era uma coisa excêntrica.

Entra o padre que vai dar aula para os alunos. O pessoal já falou: “Vai tocar a música da Ave Maria”. Mas não tocou a Ave Maria. Ele colocou um disco que era a sensação do momento: “Amava os Beatles e Rolling Stones, era um Garoto como eu”. Tocou o disco e, quando terminou a aula, nós coçávamos a cabeça, olhava um para o outro e dizia: “Deve ter alguma coisa estranha aqui, porque chegamos cedo, fazemos fila, cantamos o Hino Nacional, rezamos o Pai Nosso, a Ave Maria, vamos para a sala de aula”. Naquela época, quando o professor entrava na sala de aula, todos ficavam em pé. Nessa aula, era diferente. Era um bate-papo, e não se sabia ao certo quem era o aluno e quem era o professor, dada à intimidade que o professor tinha com os alunos.

A música começou a tocar. Quando terminou a música, ele parou e disse assim: “Agora, vamos fazer uma interpretação”. Uma das frases que ele utilizou naquela época nunca saiu da minha cabeça. Era um soldado norte-americano, no Vietnã, atirando num vietcong; da mesma forma, um vietcong atirando em um soldado norte-americano. Depois que ambos disparavam os tiros diziam e pensavam o seguinte: “O que estou fazendo aqui? Estou atirando em um sujeito que não conheço, nunca me fez mal na vida, nunca me desejou mal, e estou tirando a vida de uma pessoa que tem a minha idade, 18, 19 anos”. E como ele, “gostava dos Beatles e Rolling Stones”.

Essa mensagem, se formos analisar, jamais envelheceu. É uma mensagem muito atual e demonstra exatamente a solidariedade entre as pessoas, o amor entre as pessoas, o carinho entre as pessoas, a maneira como devemos tratar outras pessoas. A aula era basicamente isso. Não tinha muita informação. Não era aquela coisa de repreender, de explicar. Não. Era muito simples. Era música. Quando percebi surgir a Canção Nova entendi o porquê daquela música, daquele momento em que o Padre Jonas, junto com a Luzia, com o Eto, todos que formaram essa família.

Foram aos poucos conversando com as pessoas através da música, evangelizando. Uma coisa extremamente simpática e agradável, fazendo com que as pessoas começassem a trocar cada vez mais informação. Isso fez com que a Canção Nova ser o que é hoje. Essa Fundação João Paulo II recebe dois milhões de pessoas no seu site. Imaginem o que são dois milhões de pessoas por mês freqüentando o site da Canção Nova. Já foi para Portugal, para a Itália, enfim, está se expandindo para o mundo todo como uma coisa muito simples.

O que o Padre Jonas nos traz, o que ele nos ensinou e nos ensina é que não precisamos dificultar a vida, ela é muito simples de ser vivida. Basta que conheçamos o nosso semelhante e que gostemos do nosso semelhante como gostamos de nós mesmos. Padre Jonas, parabéns pela brilhante iniciativa que teve começo e com certeza não terá fim. Estaremos sempre ao seu lado como soldados empenhados nesse trabalho. Eu, o Paulinho Barbosa, os demais Deputados, os demais amigos, todos companheiros, juntos para que sua luta seja a nossa luta. Muito obrigado e parabéns a todos.

 

O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Enquanto ouvimos a música Ave Maria, interpretada pelo cantor Rony, teremos a entrada da imagem de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, neste plenário, conduzida pelos jovens Yesa e Mateus, integrantes do Projeto Guri – Pólo Segue Jesus.

 

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- Entra a imagem de Nossa Senhora.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Esta Presidência agradece ao cantor Rony pela interpretação e aos jovens pela condução da imagem Nossa Senhora da Aparecida.

Faremos agora uma homenagem, com a entrega de uma placa ao Sr. Wellington da Silva Jardim, o nosso querido Eto, responsável pela administração da Canção Nova, neste ato representado pelo seu filho Felipe.

Peço que o nobre Deputado Pedro Tobias faça a entrega da placa.

 

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- É feita a entrega da placa.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Queremos também homenagear a Sra. Luzia Santiago, co-fundadora da Comunidade Canção Nova e superintendente do Sistema Canção Nova de Comunicação, com a entrega de flores feita pela Sra. Maria Inês Pereira Barbosa, minha mãe.

 

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- É feita a entrega das flores.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - Queremos fazer uma homenagem àquele que é fundador do Sistema Canção Nova, responsável pela transformação de diversas vidas neste país, o homem que com seu entusiasmo, sua dedicação sua crença consegue mudar a realidade desses jovens, adolescentes, adultos, idosos, homens e mulheres de todo o Brasil. Neste momento a Presidência entrega uma placa ao nosso querido Padre Jonas Abib.

 

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- É feita a entrega da placa.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB - É motivo de grande satisfação esta Sessão Solene realizada hoje nesta Casa, Padre Jonas. É motivo de orgulho para esta Casa e para todo o povo paulista pelos serviços prestados pela Canção Nova e pelo Padre Jonas no nosso Estado. A Assembléia Legislativa, a Casa do Povo, que representa os anseios da população paulista, sente-se dignificada e honrada com a sua presença.

Senhoras e Senhores, Senhores Deputados, grandes são os ensinamentos contidos nas histórias que compõem as narrativas das Sagradas Escrituras. E é em uma delas que encontramos a metáfora ideal para discorrer sobre a experiência exemplar conduzida pelos fundadores e executores desse grande empreendimento que é a Comunidade Canção Nova. Estamos nos referindo à trajetória de Simão, filho de Jonas, a quem Jesus considerava um homem tão abençoado que decidiu conceder-lhe o nome de Pedro, com o qual passou à História.

É famosa a passagem bíblica em que Jesus diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu”.

Pedro era um pescador e, desde então, passou a utilizar sua barca não apenas para apanhar quantidades de peixes, mas também para arregimentar homens e mulheres de qualidade. Pessoas que iriam compor um grupo muito especial: os seguidores e multiplicadores da doutrina cristã. O rebanho que daria o início e a força necessária à Igreja a que se referiu Jesus em seu discurso ao apóstolo Pedro.

Desde então, raros são os homens que conseguem levar adiante missões semelhantes à de Pedro. E quanto mais os séculos avançam, mais escassos são os missionários que abraçam para si essa causa nobre de reunir corações e mentes em torno da ética, da solidariedade, do amor ao próximo e de todas as demais virtudes presentes nos ideais cristãos.

Porém, quase dois mil anos após o nascimento de Jesus, um outro Jonas surge nó mundo. Dessa vez, em vez de responder pela paternidade de um novo Pedro ou de qualquer outro ser humano, nosso Jonas optou por assumir a paternidade das grandes ações e idéias. Como sacerdote impregnado de amor ao Cristo e, por conseqüência, de amor a todos os seus semelhantes, nosso querido amigo Padre Jonas Abib tomou para si o sonho de prosseguir, como Pedro bíblico, angariando fiéis para a obra cristã. Para isso, criou, há 25 anos, a comunidade Canção Nova, que, sabiamente, utiliza os mecanismos e as tecnologias dos meios de comunicação, tão característicos à época em que vivemos, para levar a Palavra de Deus, a educação e a consciência de cidadania a um número cada vez maior de pessoas.

Nessa jornada, padre Jonas Abib ainda conseguiu outros feitos louváveis; dentre eles, o de identificar homens e mulheres que emprestaram toda a sua competência, talentos e habilidades para tornar esse sonho possível. É o caso de Wellington Silva Jardim, a quem carinhosamente todos chamam de Eto, e de Luzia Santiago. Verdadeiros comandantes que não só são capazes de executar, gerenciar e cuidar do dia-a-dia desse grande empreendimento, como ainda têm o dom de aumentá-lo sobremaneira, como na passagem bíblica da multiplicação dos pães e dos peixes.

Hoje, o sonho do padre Jonas já está mais do que concretizado. Reunindo modernidade e tradição, além da criatividade e da dedicação de seus profissionais, a Canção Nova constitui um exemplo de sucesso nos meios de comunicação brasileiros. Um exemplo é a TV fundada em 1989 pelo grupo e cujo sinal já atinge todo o território nacional, graças às suas cinco produtoras, antenas parabólicas, 127 operadoras de TV a cabo e 396 retransmissoras, levando a mensagem de paz e amor por todo nosso País. E não fica por aí, o sinal também é transmitido para outros pontos do continente americano, para a Europa Ocidental, para a África do Norte e para o Oriente Médio.

Conectada com as urgências do século 21, a Canção Nova não teme enveredar por novos caminhos na tarefa de abraçar públicos de todas as idades e localidades. Não é à toa que o Portal Canção Nova vem batendo a impressionante marca de dois milhões de acessos mensais. Uma prova irrefutável de que bons ensinamentos não devem, jamais, necessitar de fronteiras.

Que essa experiência de evangelizar e de educar com o auxílio precioso dos veículos de comunicação possa prosseguir com enorme sucesso. Esperamos, sobretudo, que Jesus, Pedro e Jonas prossigam olhando por ela e por seus idealizadores e executores, dizendo amém e abençoando, a cada dia, as vitórias e desafios inerentes a essa obra majestosa e indispensável para o Brasil. Uma obra cujo lema, “Homens novos para um mundo novo”, não poderia ser mais propício e necessário ao tempo em que vivemos. Mais do que um lema, um norte. Uma direção que segue o caminho iniciado – há dois mil anos – pela barca de Pedro. Muito obrigado. (Palmas.)

Neste momento, a Presidência concede a palavra ao nosso querido padre Jonas Abib, fundador da comunidade Canção Nova.

 

O SR. PADRE JONAS ABIB – Sr. Presidente, Srs. Deputados, foi entoada Ave Maria no momento da entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira, neste plenário. E a Basílica de Aparecida foi escolhida pelo Papa João Paulo II para ser a sede da V Conferência Latino-Americana e do Caribe.

Naquele tempo, Deputado Tripoli – não sei se ficou claro que ele era um dos alunos, e eu era o professor – louvávamos a tentativa de levar justamente os mesmos ensinos de hoje aos alunos daquele tempo. Só que naquele tempo era tudo muito novo, era até espantoso. Mas, as duas coisas se unem. Começamos falando dos Beatles e dos Rolling Stones e, depois, chega-se naquele que é o nosso mestre, o nosso Senhor Jesus Cristo, e naquela que foi a sua mãe, que preside hoje esta sessão nesta Casa.

Paulinho, desculpe-me, mas quando ela entrou, ela tomou posse da Casa. E o que eu desejo realmente é que ela tome posse da Casa e que ela permaneça sempre não somente sendo presença, mas comandando os trabalhos desta Casa. Porque o Brasil precisa, o Estado de São Paulo precisa, a nossa sociedade precisa e precisa muito.

Digo como Dom Helder, a quem tanto admiramos: “O sonho que se sonha sozinho, não passa de um sonho, mas um sonho que se sonha juntos se torna uma linda realidade”. Verdadeiramente foi isso o que aconteceu com a Fundação João Paulo II e a Canção Nova. Porque a Fundação João Paulo II é o rosto civil da Canção Nova.

Em 1976, meu bispo em Lorena, Dom Antonio Afonso de Miranda, chamou-me ao seu escritório com um documento importante da igreja chamado Evangelho Anunciante, que numa boa tradução se diz “A Evangelização no Mundo Contemporâneo”. Ele disse-me: “Padre Jonas, precisamos colocar esse documento em prática porque os batizados não são evangelizados. Como o senhor trabalha com jovens, comece com os jovens porque com os jovens é mais fácil. Segui ao pé da letra a palavra do nosso Bispo: comecei com os jovens. Era fácil porque eu já trabalhava com jovens. Agora, somente tinha de levá-los a um patamar superior, tinha de lhes dar ensinos mais profundos, mais compromisso, maior engajamento porque não era pouca coisa o que o nosso Bispo estava colocando em nossas mãos: a evangelização no mundo contemporâneo.

Lembro-me muito bem daqueles jovens com os quais já trabalhava e com quem já vivi. Comecei com eles, por dois anos inteiros, um tipo de encontro em que tarefas eram exigidas tanto no campo do estudo quanto no campo da vivência.

Aqueles jovens corresponderam tanto e receberam tanto que numa noite como esta, numa sala muito menor – eram cerca de 200 jovens – disse-lhes: “Quem está disposto a deixar sua casa, sua família, seus estudos e seu trabalho para vivermos juntos em comunidade fazendo o trabalho que fiz com vocês e que quero continuar a fazer?”

Para meu espanto, quando perguntei quem estava disposto que se pusesse em pé, quase que a sala inteira se pôs em pé. Mandei que todos se sentassem e expliquei tudo de novo, dizendo-lhes: “Vocês não entenderam nada. Estou dizendo que vocês – aqueles que estão dispostos a deixar sua casa, sua família, seus estudos, seu trabalho – irão viver numa comunidade para fazermos, juntos, esse trabalho que faço com vocês para que muitos outros possam receber o que vocês receberam. Quem está disposto mesmo, fique em pé”. O mesmo número de jovens ficou em pé. Tenho certeza de que houve mais gente do que na primeira vez. Luzia Santiago, na primeira vez – ela sempre testemunha isso – não se levantou porque disse: “Se eu me levantar, isso vai ser por toda a minha vida e eu não vou voltar atrás. Então, tenho de pensar bem”.

Ainda bem que fiz aquela pausa, apertei as cores, dei a segunda chance. Ela mesma diz que nem escutou o que falei na segunda vez. Ela pegou a Bíblia e foi tão providencial que ao abri-la caiu na passagem em que Jesus diz: “Se você está para construir uma casa, antes de construí-la, veja bem o que você tem para não começar a construir a casa e depois não levá-la ao fim porque daí todos os seus amigos, especialmente os seus inimigos, vão dizer ‘eis o homem que começou a construir e não conseguiu terminar.’” Fala também de um general que vai para a batalha e faz as contas para ver se tem os soldados suficientes para enfrentar o inimigo, para não ir à batalha, depois perder e colocar em risco a vida daqueles soldados. A passagem está em Lucas 14, está me dizendo ela, que sabe de cor.

Quando o Senhor lhe deu essa passagem na segunda vez, ela pôs-se em pé. Interessante. Uma das condições que impus àqueles jovens era que em dois meses vissem todo o necessário para deixar tudo e tinham de vir com a bênção dos pais. Disse-lhes: “Mesmo que seus pais não entendam, mas que eles os abençoem.” Claro, nem todos os 200 jovens puderam vir. Você citou Pedro. Vieram doze. Começamos com doze. Daqueles doze jovens, a Luzia é a única que permanece até hoje.

A minha primeira proposta era no sentido de quem queria dar um ano de sua vida para isso, mas ela bem intuiu: se aceitasse, seria para a vida inteira. Agora ela sabe e eu sei que será pela vida inteira, pelo resto da vida, não dá mais para voltar. E como ela, tantos outros. Aí é que está o bonito. Hoje, o número dos que se consagraram inteiramente à Comunidade Canção Nova – deixando tudo, seu trabalho, suas famílias, a faculdade, alguns já diplomados, outros ainda a caminho – já ultrapassou novecentos.

Além daqueles que se consagraram e vivem para isso, fomos juntando a nós jovens e adultos. Primeiro, muitíssimos que se engajaram nesse trabalho – com toda a força do verbo engajar-se – e outros que são colaboradores, que são amigos e que fazem hoje a grande Família Canção Nova, que desde o início tem esse propósito, aquele que meu Bispo apresentou: evangelizar.

O que é evangelizar? É anunciar Jesus Cristo, é anunciar o seu Evangelho de maneira a formar homens e mulheres novos para um mundo novo. O objetivo é esse. Não é uma coisa simples, não é simplesmente falar do Evangelho, mas é pôr a mão na massa para formar homens e mulheres novos para um mundo novo.

Aqui trago uma dessas histórias que talvez você conheça, mas vale a pena recordar. Um aluno bombeou em Geografia. O pai, que gastou tudo o que tinha e vendo que seu filho iria repetir de ano por causa de Geografia, ficou tão chateado que disse: “Vou dar um castigo ao meu filho que ele vai ter de ficar horas a fio, até que eu consiga digerir esse mal-estar que ele me deu de ter bombeado em Geografia.” Ele encontrou numa revista o mapa-múndi e o recortou em pedacinhos, como se fosse um quebra-cabeças, misturou bem aqueles pedacinhos de papel e disse: “Você vai recompor esse mapa-múndi e vai ficar no seu quarto até me trazer o mapa feito. Você bombeou em Geografia e esse é o seu castigo.”

Para sua admiração, não passou meia hora e o garoto voltou, todo faceiro, mostrando o mapa-múndi colado ao pai que, admirado, perguntou-lhe: “Como é que você conseguiu? Você, que foi bombeado em Geografia?” O garoto, com todo o orgulho, disse: “Pai, o senhor não percebeu que do outro lado da folha tinha uma propaganda de um homem vestido de terno. Foi só construir o homem para construir o mundo.” (Palmas.)

E foi justamente essa meta que a Canção Nova assumiu desde o seu início. É uma coisa providencial você estar aqui, tendo sido meu aluno naqueles anos; ter o pai de Rosalvino, que foi meu aluno antes de você. Pude ter uma incisão muito grande também na vida dele. Ele sabe muito bem disso. Contamos essas histórias.

O meu propósito eu não sonhei sozinho, mas com muitos jovens, como a Luzia e tantos outros. Como disse, hoje passamos de 900. O nosso ideal foi esse. Não deixaremos nunca esse ideal. Nosso primeiro e definitivo propósito é formar homens e mulheres novos para o mundo novo, que todos nós queremos, e é um direito termos. Só acontecerá com homens e mulheres, e nós.

Por que vocês acabaram entrando pelos meios de comunicação? Hoje, graças a Deus, os nossos meios de comunicação tomaram essa proporção – desculpe falar assim, intimamente, Paulinho. Você acabou de narrar é porque, não eu, Deus queria que isso fosse muito longe. Não havia um meio melhor para levar isso, que é mais que essa mensagem, essa realidade, bem longe do que os meios de comunicação.

Deputado França, quando começamos foi com nada mesmo. Mas Deus nos deu uma grande graça. Começamos com um programa de rádio, depois três programas de rádio, e tivemos a ousadia de comprar do Grupo Bandeirantes a Rádio Bandeirantes, de Cachoeira Paulista. E Deus colocou no meu coração essa rádio. Não devia ter propaganda comercial, porque era um grande risco. Até hoje, todo nosso sistema não tem propaganda comercial. Depois, fui perceber porquê Deus colocou isso no meu coração. É porque aqueles seriam beneficiados – pensava – por essa rádio. Mas hoje, por todo um sistema vastíssimo, aqueles que são beneficiados é que deveriam sustentar essa obra, mostrando que realmente recebendo esse beneficio estão entrando juntos para mantê-lo e para que ele possa fazer o seu trabalho cada vez mais e melhor.

São 25 anos dessa trajetória de Fundação João Paulo II, 27 anos de rádio, hoje Canção Nova, que era Bandeirantes de Cachoeira Paulista: 30 anos de comunidade Canção Nova, já se espalhando pelo mundo inteiro. E a quem devo isso? Claro, em primeiro lugar, a Deus. Mas quero frisar que vi esses jovens já formados aqui. Quando cheguei, ver esta Casa repleta com essa multidão de jovens foi uma alegria para o meu coração. Segui à risca as palavras do meu bispo ‘converse com jovens’. Até hoje, continuo conversando com jovens. Aqueles que começaram comigo têm mais de 25, 30 anos. Mas começaram jovens. Graças a Deus, confiei em jovens e continuo confiando, que levem à frente esse sistema de comunicação. São jovens, é só ver as maravilhas que fazem no campo da informática, na internet, para conseguirem acessos tão grandiosos. São eles que fazem tudo isso.

Na verdade, sou apenas a pedra de alicerce, e, como tal, não deveria aparecer. Mas, Deus quis que ficasse com aqueles meninos que, nos exercícios de ginástica do nosso tempo, formavam pirâmide humana: os mais “fortões” embaixo, outros, com pés sobre eles, ficando em pé. E outros, em cima desses, e mais uma fileira em cima. Teve um garotinho muito ágil, ao mesmo tempo magrinho, que subia pelas pernas e pelos braços da pirâmide humana. Lá, em cima, ele terminava a pirâmide e então levantava os braços. Todos aplaudiam o menino, mas não viam o que estava, lá embaixo, sustentando a pirâmide. Deus quis que eu ficasse não só no fundamento, mas também como menino, no alto, na pirâmide, para convidar constantemente muitos e muitos a confiarem na nossa juventude.

O nosso maior tesouro é a juventude. O Papa Bento XVI disse, no Pacaembu – os jovens que lá estavam ouviram, e pela televisão todos nós pudemos ouvir -, “Os jovens não são simplesmente a esperança do futuro. Vocês, jovens, são a certeza do presente. Estou aqui, em primeiro lugar, para dizer isso a vocês, jovens. Não gastem à toa a sua juventude. Bem ao contrário, valorize a coisa mais linda que Deus lhe deu. Veja o que Deus me deu, a graça de construir aqueles jovens que acreditaram na proposta que lhes fiz. É um exemplo para vocês seguirem em frente”.

Desculpe a minha ousadia, estou convidando esta Casa, as nossas autoridades, o povo brasileiro, os meus irmãos sacerdotes, para acreditar sempre nos nossos jovens. Eles não são a esperança do futuro simplesmente, mas a certeza do hoje. É com eles que poderemos formar homens e mulheres novos que nos darão um mundo novo, que todos aspirarmos e que temos o direito de possuir. Muito obrigado por esta homenagem, que não é apenas a mim, mas é a esse ideal. Obrigado a todos que vieram, principalmente a todos aqueles que comungam com esse ideal, e a todos que aceitaram hoje a trabalhar juntos para que esse sonho, que sonhamos juntos, se torne realidade. Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSA – PSDB – Esta Presidência agradece as palavras do nosso querido Padre Jonas Abib, com a certeza de que depois deste pronunciamento esta Casa estará mais abençoada e iluminada para atender os anseios da sociedade paulista. Muito obrigado. (Palmas.)

Teremos a apresentação dos jovens brilhantes do Coral do Projeto Guri, Pólo Segue Jesus, sob a regência da Maestrina Carla Cordeiro: “Andança”, de Paulo Tapajós, “São Paulo – São Paulo”, de Biáfora, e “Sina”, de Djavan.

 

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-              É feita apresentação musical.

 

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O SR. PRESIDENTE – PAULO ALEXANDRE BARBOSAPSDB – Esta Presidência gostaria de cumprimentar a maestrina Carla Cordeiro, os brilhantes jovens do Projeto Guri que demonstram e exemplificam a prática do seu discurso, Padre Jonas, e o quanto vale a pena investir no jovem, acreditar no jovem, revelar esses talentos que muitas vezes são perdidos pela falta de uma crença, pela falta de fé.

O nosso poeta Fernando Pessoa já dizia “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”. E o senhor, padre Jonas, lembro-me muito bem que durante a campanha eleitoral da qual participei – há o desgaste da campanha, quem participou de uma campanha, como muitos aqui, sabe como é -, e o padre Jonas olhava para mim e dizia: Paulinho, fé na estrada e pé na estrada; que sua fé continue firme, que seu pé continue acelerando porque nesse caminho temos muitos jovens que precisam das suas bênçãos.(Palmas.)

Esta Presidência gostaria de registrar a presença do Dr. Quadrelli, representando a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, e também as manifestações recebidas por conta dos 25 anos da Fundação João Paulo II, ressaltando a manifestação do Sr. Governador José Serra, do sempre Governador Geraldo Alckmin, do nosso Sr. Secretário da Casa Civil, Aloízio Nunes, do Prefeito de Campo Limpo Paulista e do Prefeito de Colina.

Senhoras e senhores, esgotado o objeto da presente sessão esta Presidência, antes de encerrá-la, agradece ás autoridades, ao padre Jonas, pelo brilho a este evento, aos padres presentes, à nossa querida Luzia de Santiago, aos funcionários desta Casa e àqueles que com suas presenças colaboraram para o êxito desta solenidade e principalmente ao público que lota as galerias deste plenário, porque esses são os verdadeiros responsáveis por essa obra maravilhosa que é a Canção Nova.

Finalizando, esta Presidência convida todos para uma confraternização no Hall Monumental. Muito obrigado.

Está encerrada a sessão.

 

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- Encerra-se a sessão às 22 horas e dois minutos.

 

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